Resenha: Carry On

E aí meus unicórnios, como vão vocês? Sim, estou de volta depois de muuuuuuito tempo, e eu peço enormes desculpas por esse afastamento tão grande. No mês de dezembro eu viajei para ficar com minha família, num lugar que a internet não era das melhores e eu não havia me programado para deixar os posts do blog agendados. Mas daqui para frente voltaremos ao ritmo normal, e em 2017 teremos muitas coisas legais por aqui! Obrigada pela tolerância.

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Título:Carry On: A Ascensão e Queda de Simon Snow

Autora:Rainbow Rowell

Editora:Novo Século

Número de páginas:480

Carry On é o livro de Rainbow Rowell conta a história da fanfic escrita por Cath, protagonista do livro Fangirl (clique aqui para ler a resenha).

Simon é um “personagem fictício semi-imaginado”, como a própria autora Rainbow Rowell diz, protagonista da série de livros infantis escritos pela autora Gemma T. Leslie, reconhecida por fãs ao redor do mundo.

Simon Snow é um aluno da Escola de Magia de Watford, mas é de longe um dos seus piores anos. Tem problemas com a namorada, seu mentor tenta evitá-lo a todo custo, e uma força sombria vaga pelos lugares usando seu rosto. Porém, conta com a amizade de sua melhor amiga, Penny, para ajudar a resolver sua vida.

Simon é o bruxo mais poderoso do mundo, e o pior Escolhido que alguém poderia ter escolhido. Não consegue controlar sua varinha, fazendo com que sua mágica saia em rompantes perigosos, até para si mesmo. E além de todos os problemas que o cercam, ainda há o companheiro de quarto, Baz, que demonstra ódio explicito pelo bruxo atrapalhado, seu sumiço inexplicável.

“A Magia nos separa do mundo. Não permitam que nada nos separe uns dos outros.”

Assim que Baz retorna, um mistério relacionado a morte de sua mãe, promove uma trégua entre Simon e o companheiro de quarto. A partir de então, a história mostra o ponto de vista de vários dos personagens, nos proporcionando maior entendimento sobre a história.

“…em Watford, magia é simplesmente o ar que respiramos. É o que me faz parte de algo maior, não o que me distingue.”

Ao se aproximarem por conta do mistérios, os dois acabam se tornando mais íntimos do que jamais puderam imaginar. A amizade entre os dois floresce, ainda mais quando Penny se junta à investigação.

“Eu escolho você, Simon Snow.”Eu digo.”Eu escolho você.”

Rainbow Rowell é o tipo de autora que faria com que você lesse até sua lista de compras. Todas as suas histórias, personagens e cenários são incrivelmente cativantes e apaixonantes, mesmo em seus livros contemporâneos. Cada parte do livro tem um toque só dela, exclusivo de sua escrita maravilhosa.

“Eu quero ser seu namorado. Seu namorado terrível.”

A escrita é fluida, um dos aspectos que só melhora o livro. Os acontecimentos e personagens fazem com que você queira mais e mais daquele mundo. Rainbow Rowell é capaz de descrever cenas de romance (com alguns dos beijos mais incríveis que já li) com a mesma capacidade de uma cena de ação, drama ou humor.

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Estrelinhas: 5+ ❤

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Outras resenhas da autora:

Fangirl

Ligações

Anexos

Eleanos & Park

Resenha: Eleanor & Park

E aí meus unicórnios, como vão vocês? Hoje trago resenha do livro mais fofo, mais amorzinho do mundo! Espero que gostem!

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Título:Eleanor & Park

Autora: Rainbow Rowell

Editora: Novo Século

Número de páginas:328

O livro conta a história de Eleanor, uma garota ruiva, grande, como ela se vê, que veste roupas estranhas, filha mais velha de uma família extremamente problemática.

“Os cabelos de Eleanor pareciam arder em chamas ao nascer do sol.”

Park, um garoto mestiço, descendente de coreanos, que gosta de quadrinhos e música, não é popular, mas não é incomodado pelos garotos da turma.

“Era como uma obra de arte, e arte não deve ter boa aparência, mas sim fazer a gente sentir alguma coisa.”

Os dois vizinhos se encontram diariamente no ônibus, mas não se falam. De início, Eleanor só lê os gibis com o canto dos olhos, e quando Park percebe, começa a ler os gibis mais devagar, até que um dia começam a conversar enquanto dividem uma revista em quadrinhos de X-Men e Watchmen.

 “Concordavam sobre tudo que era importante e discutiam sobre o restante. E isso era bom também.”

Park deixa pilhas de gibis no banco ao seu lado, que Eleanor pega emprestado, lê durante a noite, e devolve no dia seguinte, e tudo isso continua até que um dia Park puxa assunto, e os dois se veem com mais uma coisa em comum: a música. Os dois vão de completos estranhos a melhores amigos, de amigos a apaixonados.

“Quando Park entrou no ônibus, deixou os gibis e a fita dos Smiths ao seu lado, para que ficassem ali, esperando por ela.”

Um é o primeiro amor do outro, deixando tudo mais intenso, junto com o fato da família de Eleanor ser conturbada, com um padrasto violento e três irmãos vivendo em situações precárias. Ela acaba se refugiando na casa de Park.

“Você salvou minha vida, ela tentou dizer. Não para sempre, não definitivamente. Provavelmente, só por certo tempo. Mas salvou minha vida, e agora eu sou sua. O que sou agora é seu. Para sempre.”

A história é algo que rouba seu coração desde a primeira página. A beleza do primeiro amor, da amizade, da proteção, formaram uma obra incrível, um romance inesquecível.

“Tinha certeza de que lhe agradeceria por salvar-lhe a vida. Não somente no dia anterior, mas, tipo, praticamente todos os dias desde que se conheceram.”

A amizade dos dois, que ocorreu em primeiro lugar, criaram um clima mágico e acolhedor, que nos faz querer mergulhar na história completamente. Park com seu carinho, inexperiência, e uma paixão arrebatadora, Eleanor com sua força e personalidade, formam a dupla perfeita.

“Não gosto de você, Park. Eu acho que vivo por você.”

O livro trata de assuntos polêmicos de uma forma delicada e sutil, quase imperceptível, o que não o deixa tão denso, fazendo com que a leitura seja fluida e prazerosa.
As artes baseadas no livro também fazem com que nossa leitura seja preenchida de uma forma diferente.

Estrelinhas: 5 +<3

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Resenha: Anexos

E aí meus unicórnios, como vão vocês? Depois de fazer a resenha de Fangirl, decidi que durante o mês de novembro, toda semana teria uma resenha de alguma livro de Rainbow Rowell! Eu realmente espero que vocês gostem já que eu adoro essa auAnexos-de-Rainbow-Rowelltora e queria compartilhar um pouco das minhas opiniões com vocês!

Título:Anexos

Autora:Rainbow Rowell

Editora:Novo Século

Número de páginas:368

O livro conta a história de Lincoln, no ano de 1999. Ele trabalha em um jornal, monitorando e-mails, para ver se não estão usando palavras exageradas ou se estão fugindo das normas da empresa. Apesar de ser jovem, ele não tem perspectiva de vida.

“Amor. Propósito. Essas eram coisas para as quais não se podia planejar. Essas eram coisas que simplesmente aconteciam. E se não acontecessem? Você passava a vida toda ansiando por elas? Esperando para ser feliz?”

O emprego é um porre e ele está cansado de tudo, até encontrar Jennifer e Beth, as duas amigas que não tem papas na língua, e contam tudo uma a outra, e mesmo sem saber, acabam contando a Lincoln também.

“Quando Lincoln percebeu que não tinha enviado um alerta a Beth Fremont e a Jennifer Scribner-Snyder – depois de quantas ofensas? Três? Uma dúzia? -, não conseguiu se lembrar por que não enviara. Talvez porque ele nem sempre conseguia descobrir que regra elas estavam quebrando. Talvez porque parecessem completamente inofensivas. E legais.”

Tudo aquilo acaba se tornando divertido, e ler os e-mails das duas mulheres acaba se tornando o ponto alto do dia de Lincoln, além de sua motivação para fazer algo que não seja morar com a mãe e incentivar sua “barriguinha de cerveja”.

“Quando Killey me mostrou o anel dela – platina, 1,4 quilates -, eu tive muita vontade de dizer alguma maldade sobre ele. Quem precisa de um anel tão grande, eu te pergunto? Foram anéis daquele tamanho que fizeram nossas avós pensarem que Elizabeth Taylor era uma puta.”

Depois de muito tempo lendo os e-mails, Lincoln acaba descobrindo que Beth está a fim dele! Apesar de estar extremamente feliz com isso, ele também está com medo de que ela descubra que ele lê seus e-mails, além de ser extremamente inseguro consigo mesmo.

“Não. Não podia ser. Ela não poderia estar querendo dizer.. Ele se levantou de sua mesa, andou pela sala vazia de Tecnologia da Informação. Tornou a se sentar. Releu o e-mail. “Fofo”, ela havia dito. “Forte”, ela tinha dito. “Ah meu Deus, ela havia dito. “Lindo”.”

O livro é muito divertido, com muitas referências à época, o que o deixa mais interessante ainda. Não é o melhor livro da autora, mas não deixa de ser uma leitura gostosa e tranquila.

Lincoln e suas questões transformaram o livro em um chick lit com protagonista masculino, algo inovador, mas que só aumenta o nível do livro. Os e-mails também ajudam na classificação do livro como  chick lit.

Estrelinhas: 3/5

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Resenhas de outros livros da autora:

Ligações

Resenha:Ligações

E aí meus unicórnios, como vão vocês? Hoje trouxe resenha de um livro que li faz um tempinho, mas que é de uma das minhas autoras preferidas!

Ligações_CAPA.inddTítulo: Ligações

Autora: Rainbow Rowell

Editora: Novo Século

Número de páginas: 302

Um livro extremamente fofo, cheio de romantismo, esquisitices, e muito amor.

Ligações é narrado pela Georgie, uma mulher casada, produtora e escritora de programas de comédia. O mundo de Georgie muda drasticamente quando, dois dias antes do natal, seu marido Neal, decide viajar para Nebraska com suas duas filhas, já que Georgie não poderá ir porque precisa trabalhar num roteiro novo.     É nesse momento que ela percebe que seu casamento está estagnado, e que não sabe o que fazer para melhorar.

“Elas podem comemorar o Natal com você quando voltarmos. Vão adorar. Comemorar duas vezes.”-Neal

Depois que o resto da família viaja,  Georgie vai para a casa da mãe, e lá encontra um telefone amarelo antigo, dos tempos de escola. Quando começa a usá-lo, fala com o Neal do passado, logo após a briga que tiveram antes de ele pedi-la em casamento.

“-Não estamos terminados?-A voz de Georgie falhou no “terminados”.
-Não-Neal insistiu.”

A narrativa da Rainbow é muito diferente, em terceira pessoa, mas que te faz entrar realmente na cabeça dos personagens, como se fosse em primeira pessoa, que te deixa um pouco confuso mas contente ao mesmo tempo.

Outra coisa que me atrai, é que os personagens dela nunca são perfeitos. Sempre tem uma característica diferente, com observações marcantes e engraçadas, que acabam por fazer com que nós nos identifiquemos muito.

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